O calor não remetia a uma região conhecida por nevar todo inverno ou ser conhecida por um clima frio. Mas o sol forte da manhã não espantava trajes tradicionais do Rio Grande do Sul. Bombachas, botas, guaiaca, camisa, chapéus e boinas de várias formas e o lenço vermelho ou branco, carregados de histórias. A cor do sangue inserida entre as cores da bandeira brasileira representou a rebeldia dos gaúchos em 20 de setembro de 1835, motivo do rodeio e festejos retratado.

As vozes altas ressaltam ainda mais as gírias (e por que não um dialeto?) que misturam palavras dos vizinhos platinos tornam muitas vezes incompreensíveis os diálogos. Assim são as músicas, poesias e declamações que aglomeravam pessoas de todas as idades nos piquetes (grupo de amigos) das diferentes regiões tradicionalistas. Criadas para gerar ainda mais rivalidades nas competições competições.

 

Esse vento saudosista faz parte da história de um povo que após tantas batalhas com espanhóis. Hoje se unem pela prata e brasa. Após 173 anos de uma revolta que não fora vitoriosa, os riograndenses cultivam o orgulho. A Revolução Farroupilha foi o conflito mais duradouro do continente americano, 10 anos de guerra com o Império de Dom Pedro II. Formado por milícias patrocinadas pelos estancieiros, defendia a vontade da elite rural. Descontente com os altos impostos e o descaso com a região. No dia 20 de setembro a República Riograndense foi proclamada em Porto Alegre. Os separatistas chegaram da capital rendendo os imperialistas, tendo como presidente da nova república o líder farrapo Bento Gonçalves. Após uma década de inúmeras batalhas os separatistas foram derrotados, mas a principal reivindicação foi atendida, a baixa dos impostos.

 

 

Essa história ainda ecoa e não poupam salivas ao cantar seu hino nos estádios de futebol, nos CTGs ou por puro bairrismo. Os versos criados no século XIX estão na ponta da língua de todos no eventos, e o mais cantado: “Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra!”                

 

 

 

DEVIDO A FALTA DE TEMPO. NUNCA MAIS POSTEI NADA...MAS ESTE VIDEO É BOM..!!!!

 

http://br.youtube.com/watch?v=0Sx23s0cRL8&eurl=http://cilaschulman.wordpress.com/

Jornalistas e estudantes fazem no dia 13 em Curitiba
manifestação contra a desregulamentação
 
Decisão do STF pode acabar com a obrigatoriedade da formação superior específica para exercício do Jornalismo e causar retrocesso na profissionalização da mídia
 
Jornalistas e estudantes de Jornalismo se reúnem na próxima quarta-feira, dia 13, a partir das 11h30, na Boca Maldita, em Curitiba, para realizar uma manifestação em defesa da manutenção da obrigatoriedade de formação superior específica para o exercício da profissão. Uma ação movida pelo Ministério Público Federal de São Paulo – que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio do Recurso Extraordinário 511961 – pretende pôr fim à exigência do diploma, peça central da regulamentação da profissão de jornalista, ensejando a bizarra situação pela qual o exercício da profissão seria permitido mesmo a pessoas com escassa formação educacional.
A manifestação coordenada pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR) integra um conjunto de ações da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e demais 30 sindicatos de jornalistas do país para esclarecer a opinião pública acerca da gravidade da ameaça que paira sobre a qualidade da informação e da independência e da ética na mídia.
Desde a edição das normas que regulamentam a profissão e instituíram a exigência do diploma – decretos-leis 972/69 e 83.284/79 -, a categoria dos jornalistas conseguiu avanços consideráveis na profissionalização da mídia e na adoção por ela de padrões éticos mais compatíveis com a relevância social da imprensa. Contudo, a pretexto de supostamente salvaguardar a liberdade de expressão – que não é comprometida pela regulamentação profissional –, a Justiça pode promover um retrocesso enorme à imprensa e à sociedade em geral.
A se confirmar a desregulamentação, a mídia do país deve mergulhar numa espiral de amadorismo e precarização tanto do nível da informação oferecida pela imprensa quanto das relações de trabalho nas empresas de comunicação. Uma decisão do STF no sentido pretendido pelo Ministério Público Federal iria contra uma tendência desenvolvida em 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos cursos de Jornalismo e contribuiria para a volta às piores práticas de conluio e promiscuidade entre a imprensa e os poderes econômico e político.
Segundo a presidente do Sindijor, Aniela Almeida, a importância da exigência do diploma reside na garantia do direito à informação independente e plural. “O jornalista tem o dever ético de assegurar que as diversas opiniões ou as diversas versões de um mesmo fato tenham seus espaços garantidos nas mídias.”
As manifestações em Curitiba e em todo o país acontecem no momento em que se aproxima o julgamento do recurso extraordinário pelo STF. A ação, na qual também é autor o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo - Sertesp, iniciou-se em 2001 e, devido a decisões equivocadas em seu curso, já foi responsável por permitir a pessoas não devidamente habilitadas exercer a profissão – os chamados precários. O processo está agora para análise do presidente do STF, Gilmar Mendes, e, embora seja aguardada votação ainda para este semestre, não há data precisa. Enquanto isto, os jornalistas permanecem mobilizados para evitar a desregulamentação e, entre diversas atividades e manifestações por todo o Brasil, publicaram um manifesto, em que deixam clara sua posição em favor da regulamentação. 

          Pé na estrada e adios ministério

 

O cantor e compositor Gilberto Gil, decidiu deixar o cargo de Ministro da Cultura no dia 30 de julho. Após dois meses de turnê internacional do seu novo disco, Banda Larga. A dúvida não era recente, pois na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gil declarou “só serei Ministro se Lula fizer questão”. E Lula fez. Agora a pasta do ministério está nas mãos de Juca Ferreira.

O que fico muito apreensivo são as mudanças que já deveriam ser feitas na Lei Rouanet. O decreto Nº 5.761 de 27 de abril de 2006, aplicaria mudanças igualitárias as distribuições fiscais. A Lei Rouanet garante isenção de impostos tributários há empreses que financiam projetos culturais, dentre eles, peças de teatro, filmes, projetos musicais, danças, conservação de museus e tantos outros que somos tão carentes. Uma democratização da distribuição dos investimento e conscientização dos empresários fora do eixo Rio-São Paulo. Em 2007 na região Sudeste foram aplicados R$ 293 milhões - cerca de 80% dos recursos, destinados principalmente a Rio e são Paulo - a região Norte recebeu apenas R$ 5 milhões. O Centro-Oeste teve R$ 17 milhões; o Nordeste, R$ 27 milhões, e o Sul, R$ 41 milhões. O governo deveria mostrar os benefícios que as empresas teriam em financiar cultura e o retorno que isso dá a sociedade.

Muitos repudiam essa lei, dizendo que os investimentos de cultura ficam na não dos empresários brasileiros e multinacionais. Mas há anos nós não lotávamos salas de cinema para ver filmes nacionais, há anos não éramos elogiados em nossas produções, há anos não ganhávamos prêmios internacionais.     

Mas uma das frustrações de Gil ao deixar o ministério, é que o orçamento da sua pasta, não chegaria a 1% do Orçamento Geral da União. Investimento vergonhoso, num país onde a diversidade e a efervescência cultural é imensurável.

FRUTA GLUTNIANA

    Quem conhece assessoria de imprensa sabe bem como é, muitos jornais, muitas revistas e todos tipos e assuntos. Pois é, entre os homens o sorteio fica entre a Playboy e a Sexy entre as mulheres "G Magazine"(brincadeira). Em uma semana de trabalho ganhei o sorteio e fiquei com a Playboy, ou melhor, com a Mulher Melancia.
   Alias que baita apelido, totalmente cabível ao dons naturais. E eu tão fascinado e impressionado com suas curvas volumosas e delírios entre as orelhas, que? A assinatura do texto passou em branco, não só a assinatura, mas o texto em si.
   Numa última folha na revista vejo um nome: "Moacir Scliar". Logo pensei, só posso ter lido errado ou alguma gozação da revista. Retorno o olhar e é sim, o texto do ensaio fotográfico da Melancia do funk era do Scliar. Minha curiosidade e espanto era tamanha que foi para primeira linha. 
   Mas logo perdi a atenção no texto e minhas pupilas dilataram para a Mulher. Penso, tão nova e tão grande. Bom seu nome artístico é devido às características com a fruta, que em um ano está grande, madura e pronta para comer. Claro que nunca sozinho, pois aja apetite. Embora a dançarina do funk um pessoa... deixa pra lá. Quer saber, ainda não li seu texto Moacir Scliar. 

Existe poesia depois de Auschwitz? Essa pergunta pode abrir a firida de certas pessoas.

Vi um documentário "O Relato de Um Sobrevivente" que muito me fez refletir sobre isso, assim como outros filmes,
exemplo de "Kapo". Gillo Pontecorvo foi criticado por uma cena, em que a protagonista num momento de desespero
no campo de concentração nazista se suicida na cerca elétrica. Críticos de cinema disseram que
Pontecorvo não teria o direito de de fazer uma cena dessas. Tocar nessa situação realmente é dificil, ainda mais
na forma que foi filmada. Qualquer filme não é composto apenas por sua estória, a câmera trânsmite muito mais.
No instante que ela morre a camera anda alguns metros, enfatizando a morte de forma mais dramática.
O contra ponto entre "Kapo" e "O Relato de Um Sobrevivente" é justamente essa, como foi abordado o mesmo
tema, mas na forma estética e como foi vista por quem a fez.
O respeito por esse tema é grande e não deixa de ser batido. O narrador e protagonista do documentário é um judeu
sobrevivente de Auschwitz. Mas o diretor foi meticulo ao filma-lo chorando dentro da camera de gás, a distância, sem
intervir em nada nas suas emoções ou atitudes...
Bom, falar de cinema é complicado, mais do que se parece. Talvez sejá dos assuntos que a película põe em questão.
No documentário me coloquei no lugar de tal sobrevivente, como deve ser as noites ao colocar a cabeça no travesseiro,
a memória incontrolávem desses campos.
  

Em um ano de residência fixa em Curitiba, nunca tinha visitado o Museu Oscar Niemeyer. Não entendo nada de artes plásticas, tão pouco de arquitetura. Mas é inacreditável o que vi, as curvas, ausência de cores onde o branco predomina, escadarias e rampas tomaram como uma verdadeira arte aos meu olhos.
Em meu primeiro passo no corredor subterrâneo que dá acesso ao "Olho" estaguinei ali mesmo. Eu olhava e parecia que algo inimaginavel me esperava após a curva. O branco do teto e das paredes, com luz baixa a meia altura da parede e sua curva para esquerda não dava revelo na construção, não era possivel sentir ou observar a altura do teto e nem ver o final do corredor.
Pois bem, minha definição visceral de um corredor não era tudo que vi. Anteriormente ao meu deslumbre, um casal em meio a uma das salas de exposições, fazia algo que prefiro chamar de pura "expressão artistica". Ambos jovens, demonstravam prazer total em ser o centro das atenções e roubar a cena de fotografias, pinturas e desenhos. Minha visão sobre todas as artes não passa de carnal, o ator segurava sua companheira pelas tranças de seu cabelo, derrubava e a levantava sem a mínima piedade. Mas com um pouco de reflexição após ele quase esfregar o rosto dela no meu e me olhar com pupilas de intimação, entendi sua expressão artistica. Se o que senti foi o que os atores queriam me passar não sei, mas que graça teria as artes se não a concepção de cada um que a olha. 
Eu me sentia em um crematório, um velório, em um assassinato. Ele dominava o seu corpo como se ela estivesse morta. Parecia que o ator gritava "Viram? Eu que matei, isso acontece todo dia, todoa hora. Sem cor, idade ou lugar. Estão vendo?".
Mas a minha marior curiosidade é saber o que se passava nas pessoas que ao meu lado riam, com certeza a morte não era. Do que vale uma visita ao museu se não de refletir o que estão querendo todos os artistas com suas obras.
Fora a arquitetura do lugar o mais impressionante era a exposição fotográfica "homens dos mares". Roberto Linsker retrata em preto e branco a vida dos pescadores do litoral norte do Brasil. Demonstra solidão em meio a tanto mar e areia e talvez falta de prespectiva dos personagens das suas lentes, "a unica coisa que temos é o mar e para sobreviver os peixes" isso que transmite as várias fotografias.
Como observador da nossa sociedade foi de imenso prazer ver um museu com arte contemporânea, praticamente lotado no domingo, numa tarde nublada e fria. 

Manhã típica no pampa que encosta sem esbarrar num país que tem nome de rio, que se unem pela prata e brasa. Fiquei pensativo nos passados históricos da terra campeira de estribos firmes, afinal estava em território onde o terço foi esquecido e a pólvora adotada como única virtude de quem fora taurá.

Lenços vermelhos de sangue ou por um ideal, não compreendo, pois diferença não fez. Nossas divisas são por ruas ou campos, como fora há séculos atrás.    

Batalhas onde crioulos, índios e riograndenses lutaram lado a lado contra castelhanos, onde o tremor das patas assustavam de ponta a ponta viventes de lá e cá. Onde o vento assovia na noite negra xirúa, trazendo o minuano e abraçando o temor em ranchos.

Tudo isso me ocupa a mente e o peito, pois sou da capital das bandas do mar. De um porto onde se assinavam os papéis, se derrubava tinta e não sangue.

 

Com toda a certeza nossa televisão brasileira é de imensa podridão, mas no Canal Futura tem um programa que muito me agrada: “Passagem Para...”! Onde o jornalista Luís Nachbin documenta de forma esplendida países que aparentemente não atrairiam me nem um pouco. Nachbin sempre procura palavras de classes que conhecem verdadeiramente seus territórios e sempre procura uma linha documenta, nunca vista de cima, mas sempre se inserindo ao máximo na sociedade. No último programa a Costa Rica era a nação que fiquei surpreendido. Com 95% de alfabetização a classe média domina um país que não possui exercito e que pessoas transitam pelas ruas com uma preocupação mínica em relação a assaltos e coisas do gênero. A “high society” é praticamente extinta e nem por isso lhes faltam alimento ou dinheiro. Meu queixo encostou-se ao meu peito quando Luís falou que foi abordado apenas por um pedinte em todo o tempo que esteve lá, que moradores de rua são quase inexistentes e que o exibicionismo é uma doença que tem vacina em todos os postos de saúde e nunca teve essa epidemia no país da América Central.

Além de cuidarmos da dengue, cujos os focos estão principalmente em residências da classes C, O VÍRUS Populeizion exibeyciones nunca é visto como problema social quanto menos danoso a saúde.  

 

Ta ai a dica de TV e de vacinação....ahshashhahshahshh

Embora longe do Rio Grande do Sul, minhas visitas esporádicas cada vez mais fazem efeito sobre minha pessoa e o comporta das que vagam ao meu redor. Neste final de semana curei meu saudosismo por um parque que nem um visitante de Porto Alegre pode deixar de conhecer, o Parque Farroupilha mais conhecido como Redenção, não não Redença! Assim o chamamos,  uma imensa área que junta famílias, punk’s, capoeiristas, teatro de rua, rippies e um brik, conhecido como “brik da redença”. Mas o que me agrada e fascina não é o espaço físico e a bela que tal se encontra a anos, mas sim a atitude das pessoas que lá freqüentam, vivem como simples humanos afim de tomar sol na grama e um mate com os amigos, eu falei SIMPLES. Muy diferente de gurias vulgares de salto alto que te olham com ar de desprezo em um domingo à tarde, onde o interesse está numa visão externa, que contamina os que estão ao seu redor, fazendo-os olhar com “olhos de raio x”. Está feito o objetivo e muito bem alcançado.

O que limita minha intolerância diante disso é a tolerância com que eles as vêem passear ao redor de um lago que cheira a merda, a própria merda do “Champanhe”, e tudo isso em meio a cidade egocentricamente ecológica.       

De costume capital paranaense manha cinza em, mate cevado e jornal na mão.

Surpreendi-me com a matéria feita pelo repórter José Carlos Fernandes da Gazeta do Povo neste domingo, 30 de março. O crack tem conquistado cada vez mais usuário, o mais preocupante é a idade deles e como chegam à droga. A reportagem está ótima mas, o que mais me incomoda são os depoimentos dos viciados. Jovens entre 18 e 25 anos, estudantes de universidades particulares e roupas de grife. Ou seja, classe média alta, a elite curitibana, assim dizia no jornal.    

Ah anos o CRACK está nas ruas, a muito tempo jovens morrem com está merda mas até então não tinha problema, pois era moradores de rua, pobres, sujos e feios.

Só agora bateu na consciência da mídia e vai demorar pra bater na consciência do governo. Pois no depoimento de um usuário que está fazendo tratamento, suas palavras foram claras: “NUNCA TIVE PROBLEMAS EM CONSEGUIR CRACK NEM OUTRAS MAIS CARAS. MINHA FAMÍLIA ACHAVA UMA COISA DISTANTE, NUNCA ACONTECERIA COM O FILHO DELES. MORO EM UMAS DAS REDGIÕES MAIS NOBRES DA CIDADE, MEU PAI É SERVIDOR PÚBLICO E BEM REMUNERADO”.

Com certeza o pai deste garoto não faz parte da Secretaria da Segurança, muito menos da Saúde, pois não se comoveu a ponto de agir para segurança pública. Ele deve fazer parte do grupo que consegue placas escritas em inglês superfaturadas, mas isso é outra história.

Como podem ver, estou mudando um pouco o sentido do meu blog, agora é só desabafo e nada de ficção

tudo isso é fato...!!!!

 

 

Notas do cotidiano urbano...!!!!!!

 

Finais de tarde, pleno fervor nas grandes cidades: engarrafamento, ônibus lotados, vendedores ambulantes e mendigos.

Soy mais um em meio ao caos urbano, esperando a condução na rodoviária.

De longe via uma mulher em trapos se aproximar de mim de pessoas aminha volta. Ela estendia a mão e gritava a menos de um palmo do rosto delas....”TO COM FOMEEE!!!!”. A cara dela expressava sem duvida alguma a falta de pão, eu sentia seu mal hálito a três dedos do meu nariz e imaginava os vermes e lombrigas se debatendo nas paredes do estômago e lutando contra fome no suco gástrico que seu intestino produzia ao imaginar apenas um pedaço de pão com água.

Eu tinha em mãos um pacote de “cueca virada” quentinha, para quando eu chegar em casa sentar-me com todo o prazer e saboreá-las com chimarrão e DVD da Bjork.

Fiz como todos os elementos ao meu redor, ignorei o pedido de esmola e entrei no ônibus.

Mesmo assim eu ouvia seus gritos aclamando por comida, com certeza ela estava a beira da loucura.

Para tentar me redimir cedi meu acento a uma senhora cheia de sacolas, tentando esconder meu egoísmo diante um pacote de “cueca virada” que me custaram apenas R$2.      

 

Isto pareceu muito mais um desabafo, mas além da minha ideologia política, é este o objetivo do meu blog.....abraço a todos

Movimentos estudantis estão cada vez mais escassos. Acredito que existam três fatores para isso, os dois primeiros nós é que somos os culpados.

Neste sábado, dia 6, participei do meu primeiro manifesto em Curitiba, tive eu pequena atuação, mas me serviu de alívio pra muitas coisas. O primeiro fator é simples, temos dois tipos de estudantes hoje em dia, o que obrigado a trabalhar e estudar por seus motivos financeiros e fica impossibilitado seu ativismo político. No segundo a minha preocupação é ainda maior, um jovem que é privilegiado por ter um ensino de qualidade deveria ser mais atento aos acontecimentos na sociedade. Com uma pequena atuação de mobilização dos meus colegas a minha esperança era minúscula e a desilusão com os calhordas que devem viver em uma academia era gigantesca. Tudo bem, não poderia obriga-los a irem ao manifesto, mas ouvir da boca deles com ar de deboche “nossa que legal” e rirem da tua cara, esses não merecem meu grito na rua. O terceiro talvez até tenha solução, muitos movimentos estudantis são mais partidários do que realmente grupo de estudantes com idéias parecidas. Na contra esses movimentos partidários, até porque a oposição ao governo cria e acelera CPI e muitas coisas favoráveis a democracia. Mas preferem levantar a bandeira de um partido do que pedir duas coisas muito simples a qualquer cidadão brasileiro, JUSTIÇA E DEMOCRACIA.

Tudo isso sem contar o fantasma das reformas nas universidades federais. É assombroso ver a minoria dos jovens que recebem educação de qualidade e não fazem proveito dela para refletir, pensar e agir.

 

Bueno gauchada, uma crônica sobre nossa terra amada.....abraço a todos...!!!!

                                                                        

 

Na manha de 20 de setembro acordei em pleno alvoroço. O meu saudosismo está cada vez mais exacerbado, acho q nunca fui tão gaúcho, mesmo longe da minha linda terra. Claro que não poderia faltar uma visita ao CTG.  

Mas o que mais me impressiona são nossas virtudes, que são muito reconhecidas pelo ao menos aqui no Paraná. Temos fama de brutos, aguerridos, de tratar nossas mulheres muito bem e de separatistas. -(Esse negócio de veado e pura invenção do Cacete e Planeta, que por sinal é um dos piores programas da TV brasileira.)- Está nos livros de história e não tem como negar, eu por exemplo sou um simpatizante ferrenho desta idéia. Por muitos motivos, primeiramente pela cultura, somos vistos em alguns lugares do Brasil até como estrangeiros, temos os melhor índices de qualidade de vida segundo a ONU e o índice de livro lidos por nós durante um ano é três vezes maior que a média nacional.

Deixando de lado a questão cultural, o que mais me indigna e a todos os separatistas é a questão tributária, todo esse montante que pagamos ao governo federal e não temos o retorno compatível aos impostos pagos. Só em 2005, pagamos em impostos federais 17 bilhões e meio de reais. Em contrapartida vemos os investimentos federais em 2006, segundo o orçamento publicado pela Câmara dos Deputados, no Rio Grande do Sul: R$ 4 bilhões e 100 milhões. Resultado, enviamos 17,5 bilhões e recebemos de retorno R$ 4,1 bilhões. Mas os outros R$ 13 bilhões, qual foi o destino dele, nós pagamos, deveríamos saber, o povo e nosso representantes em Brasília devem cobrar explicações.

Acredito não seja somente o Rio Grande do Sul que sofra desta canalhice, não acham que está muito caro nosso posto no Brasil Meridional?

 

OBS: A fonte destes números é do site do Jornal do Comércio. http://jcrs.uol.com.br/home.aspx

 

 

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]